A Região Metropolitana de Campinas (RMC) registrou entre os dias 21 e 26 de junho, na 26ª Semana Epidemiológica, 3.872 novos casos por coronavírus, um crescimento de 34,2% em relação à análise anterior. As 128 mortes confirmadas representam aumento de 23% num espaço de sete dias. A nota técnica do Observatório PUC-Campinas mostra que, apesar dos números, a pandemia subiu em ritmo menos acelerado no período. Na semana passada, as altas de novos casos e mortes foram de 64% e 48%, respectivamente.

Campinas, que teve 1.957 novos casos e 81 óbitos provocados pela covid-19 no intervalo analisado, segue manifestando o pior cenário entre os municípios da região. Junto à Indaiatuba e Nova Odessa, a cidade está entre as mais afetadas no quesito taxa de mortalidade: são cerca de 25 mortes por 100 mil habitantes. Por essa razão, a Prefeitura resolveu recuar nas medidas que permitiam a reabertura do comércio, tentando evitar um colapso na saúde pública.  coronavírus desacelera

Para o Dr. André Giglio Bueno, infectologista do Hospital PUC-Campinas, a decisão pelo fechamento, seguida por outros municípios da RMC, é acertada diante da taxa de ocupação dos leitos de UTI, que continuam na casa de 90%. “Os dados seguem mostrando que não é momento para reaberturas. Um relaxamento poderá culminar em elevações ainda mais expressivas, oferecendo riscos à capacidade de atendimento hospitalar aos doentes”, avalia o professor de Medicina da PUC-Campinas.  coronavírus desacelera

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No total, ao término da 26ª Semana Epidemiológica, 13.077 casos haviam sido computados na RMC, dos quais 487 terminaram em mortes. Em relação ao Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-Campinas), composto por 42 municípios, foram contabilizados 19.050 casos e 797 óbitos até 26 de junho, ficando atrás apenas da Grande São Paulo e da Baixada Santista em números absolutos.

Com o novo fechamento do comércio, além da queda de demanda sentida nos demais segmentos, a atividade econômica tem tido desempenho ruim, como a redução de postos de trabalho e queda acentuada nas importações e exportações regionais. Para o economista Paulo Oliveira, responsável pela análise do Observatório PUC-Campinas, os governos municipais devem buscar articulação para promover um retorno seguro das atividades.

“De todo modo, os indicadores confirmam que o novo normal trará desafios mais duradouros para o funcionamento das atividades econômicas. Uma possível lentidão na recuperação da renda e da confiança deve atrasar a retomada econômica, impactando todos os setores de atividade”, avalia.

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