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Espetáculo do universo de Oppenheimer chega a Campinas

Redação Gracioliabril 22, 2026


O Legítimo Pai da Bomba Atômica discute ciência, guerra e cultura de paz em duas sessões gratuitas
no teatro da Unicamp

*Foto: Mari Jacinto

O espetáculo teatral O Legítimo Pai da Bomba Atômica será apresentado em Campinas (SP) nesta sexta-
feira, 24 de abril, no auditório do Instituto de Artes da Unicamp, em duas sessões: 16h e 19h. A peça
leva ao palco reflexões sobre ciência, política, ética e os impactos da criação da bomba atômica,
ampliando debates que ganharam visibilidade recentemente com o sucesso do filme Oppenheimer. A
entrada é gratuita, limitada à capacidade do espaço.
Com texto do premiado dramaturgo Murilo César Dias e direção de Gabriela Rabelo, a peça aborda
questões históricas, técnicas e políticas relacionadas à criação da bomba atômica e suas consequências
até os dias atuais. A montagem também propõe uma reflexão sobre cultura de paz e o uso de armas de
destruição em massa na resolução de conflitos.
Inspirada na história real do físico húngaro Léo Szilárd, a peça acompanha o dilema moral do cientista
ao perceber que sua descoberta científica poderia ser utilizada como arma devastadora. A narrativa traz
para a cena personagens históricos como Albert Einstein, o presidente norte-americano Harry Truman
e o general Groves, além da médica Gertrude Weiss, esposa de Szilárd. A trama expõe o caminho entre
a descoberta científica e sua aplicação como instrumento de destruição em massa, responsável pelo
extermínio de centenas de milhares de pessoas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.
O elenco é formado exclusivamente por atores nipo-brasileiros. São eles: Beatriz Diaféria, Edson
Kameda, Gilberto Kido, Ricardo Oshiro e Ulisses Sakurai, o que também reforça o debate sobre
etnicidade e representatividade no teatro brasileiro.


De acordo com o produtor executivo, Rogério Nagai, a proposta da montagem é provocar reflexões
contemporâneas. “Nosso objetivo é ajudar a disseminar uma cultura de paz, promovendo um debate
sobre o sentido das armas de destruição através da história real de Léo Szilárd. Ao mesmo tempo,
convidamos o público a refletir sobre a estupidez da guerra e das armas criadas com o avanço da ciência.
Também reafirmamos que atores nipo-brasileiros podem interpretar personagens sem os estereótipos
que historicamente marcaram essas representações”, afirma.


Para a diretora Gabriela Rabelo, o espetáculo dialoga diretamente com o cenário geopolítico atual. “As
guerras mundiais não terminaram — elas apenas mudaram de nome. Conflitos como Guerra Fria, guerra
na Síria, guerra na Ucrânia, guerra no Irã mostram que a humanidade continua desenvolvendo armas
cada vez mais destrutivas. Precisamos refletir sobre isso”, destaca.PROJETO A montagem integra o projeto Sobreviventes pela Paz, que teve início em 2013 com o
espetáculo Os Três Sobreviventes de Hiroshima, realizado em parceria com sobreviventes do
bombardeio atômico. A iniciativa busca discutir grandes tragédias da humanidade por meio da arte,
abordando temas como resiliência, empatia, cultura de paz e superação.
HISTÓRICO Premiado na 6ª edição do Prêmio Zé Renato de Teatro, da Secretaria Municipal de Cultura
de São Paulo, o espetáculo também foi indicado ao Prêmio Aplauso Brasil nas categorias Melhor Figurino
e Melhor Dramaturgia. Desde sua estreia, a peça já passou por diversos teatros da capital paulista e
realizou turnê por cidades do interior e litoral, incluindo Sertãozinho, Registro, Santos, São Carlos,
Piracicaba, além da cidade de Campo Grande (MS).


FICHA TÉCNICA – Elenco: Beatriz Diaféria, Edson Kameda, Gilberto Kido, Ricardo Oshiro e Ulisses
Sakurai| Direção: Gabriela Rabelo | Texto: Murilo Dias César | Locução, voz em off e design e operação
de vídeo mapping: Alexandre Mercki| Cenografia e Figurinos: Telumi Hellen | Preparação
corporal: Lilian Domingos | Criação musical: Yugo Sano Mani | Criação de luz: Andreia Teixeira
| Operação de luz: Ícaro Zanzini | Assistência de direção: Edson Kameda l Produtor executivo: Rogério
Nagai | Produção: Coletivo Oriente-se e Nagai Produções. Design gráfico e assessoria em mídias
sociais: Lol digital | Assessoria de Imprensa: Samanta De Martino.
A realização do espetáculo O Legítimo Pai da Bomba Atômica é do Ministério da Cultura e Governo do
Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas, tem apoio
cultural de: Espaço Mind, Consulado da República da Lituânia, Instituto Cultural Brasil – Coréia, Dcult,
PROEEC e Unicamp, e produção do Coletivo Oriente-se em coprodução com a Nagai Produções.

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