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Detecção precoce não é prevenção: urologista explica o propósito da campanha do Novembro Azul

Redação Graciolinovembro 10, 2020

Novembro Azul
Novembro Azul
Rafael Stopiglia

Enquanto ainda há espaço para tabus e polêmicas, o câncer de próstata é o tumor mais comum entre homens com mais de 50 anos. Para se ter ideia, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata. “Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas. O grande problema é que quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura”, explica o urologista com Mestrado e Doutorado em Urologia Oncológica pela Unicamp, Rafael Stopiglia.

De acordo com o médico, o Novembro Azul é a campanha mundial que estimula os pacientes à detecção precoce da doença. “Existe uma confusão de muitas pessoas entre prevenção e detecção. O câncer de próstata não se previne, mas tem maior chance de cura quando detectado precocemente”, afirma.

Mas, quem deve fazer o exame?

Mesmo sem sintomas, é indicado que todo homem acima de 45 anos com fatores de risco (histórico familiar de câncer de próstata e negros) ou 50 sem esses fatores visite anualmente um urologista para checar a necessidade do exame de toque retal, que permite avaliação de alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e o exame de sangue PSA. “Fique atento também se houver casos de câncer de mama na família. Mulheres portadoras dos genes BRCA 1 e 2 podem transmiti-los aos filhos, e a presença deste gene é fator de risco para o câncer de próstata”, alerta Stopiglia.

Check up urológico de próstata

O check up urológico de próstata consiste na realização do exame clínico, laboratorial e de imagem e um mesmo dia e lugar. “Esse serviço é feito em um único dia, na clínica, para maior comodidade e segurança do paciente, além de maior agilidade nos resultados para um diagnóstico precoce”.

Alimentação

Os estudos sobre hábitos alimentares, como dieta rica em gorduras e pobre em verduras, vegetais e frutas, sedentarismo e excesso de peso são ainda controversos para a configuração de riscos da doença. “Mas, optar por uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente ajudam a manter o corpo em equilíbrio e evitar diversas doenças”, finaliza o médico.

*Dr. Rafael Stopiglia atende na Rua Luís Spiandorelli Neto, 47 Condomínio Vértice, Valinhos (SP)

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