Seja francês, torrado, integral, de milho ou aveia, não é de hoje que o pãozinho protagoniza o café da manhã de muitos brasileiros. O Sul do país, por exemplo, marcado pela colonização europeia, tem enraizado a cultura do consumo de pão na primeira refeição do dia. Mas, qual será a melhor opção para acompanhar essa iguaria?  Manteiga, margarina, requeijão ou geléia?

Apesar de não existir um alimento que seja proibido, alguns precisam ser ingeridos com maior atenção de acordo com a afirma a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). “O segredo está no equilíbrio e na moderação ao consumir aquelas opções não tão saudáveis ou mais calóricas. Porém, quando temos patologias diagnosticadas, ou tendências familiares, que se agravam com erros alimentares, devemos pensar em restringir os riscos”, afirma. A médica alerta que portadores de obesidade, dislipidemia e síndrome metabólica devem sempre buscar orientação de um nutrólogo para definição de uma dieta balanceada. Entenda as propriedades de cada ingrediente. Para inovar e diversificar o cardápio, experimente passar no pão pastas como de abacate, castanhas, amendoim, hommus e o próprio ovo.

MANTEIGA X MARGARINA 

Semelhante no sabor para muitas pessoas, a margarina e a manteiga se distanciam nas propriedades nutricionais. “Quando comparamos manteiga e margarina, sabemos que ambas são ricas em gorduras, porém a manteiga com uma quantidade maior de gordura saturada e de origem animal. Já a margarina tem maior teor de gordura insaturada em sua composição e não possui colesterol, por ser um produto de origem vegetal”, diz a médica.

De acordo com Marcella, a margarina é produzida a partir do óleo vegetal, por meio de um processo industrial, que transforma o óleo de líquido em sólido e essa transformação resulta em um tipo de gordura que pode trazer malefícios ao organismo. “Ou seja, a margarina é uma gordura criada artificialmente que conta com conservantes e componentes em sua composição. Isso aumenta os riscos de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e as chances do desenvolvimento de diabetes tipo 2, se o consumo for exagerado”, afirma a médica.

Já a manteiga é um produto de origem animal derivado do leite, o obtido através da nata do leite batida, que se transforma em um creme de leite com soro e glóbulos de gordura. “A parte líquida é então retirada e o que sobra, ou seja, a parte gordurosa, é a manteiga”, diz a médica. De acordo com ela, a manteiga natural contém bons níveis de caroteno, um nutriente essencial para os seres humanos. “Os carotenoides contribuem para a saúde humana de duas maneiras, como potentes antioxidantes ou pela conversão em vitamina A. Porém por ser composta exclusivamente da gordura retirada do leite, a manteiga é rica em gorduras saturadas e colesterol”, explica.

Por isso, tanto a manteiga quanto a margarina devem ser consumidas com muita moderação, mas a manteiga ainda parece, segundo a médica, na maior parte das vezes ser melhor escolha. Enquanto a margarina pode ter mais de 15 ingredientes, muitos deles sintéticos, a manteiga pode ser feita a partir de um único: creme de leite fresco.

REQUEIJÃO – Os requeijões em todas as suas versões (light, caseiros, ricota, cottage, sem lactose, entre outros) são classificados como proteínas. “O requeijão tem menos gordura e tem uma boa fonte de cálcio e proteína. O ideal é escolher aquela versão que mais se adapta aos objetivos pessoais. As opções proteicas geralmente são melhores que as gorduras para passar nos pães”, explica a médica. “É bom se atentar sempre ao rótulo e escolher produtos que não têm adicionados amido, gordura vegetal e conservantes”, diz a médica. Na lista de ingredientes, perceba os nomes diferenciados e rejeite opções de requeijão com mais de dois aditivos alimentares.

GELEIA – Essa deliciosa opção à base de frutas é ideal para crianças e praticantes de atividades físicas, por fornecer energia de rápida absorção. Ela conta com os benefícios da fruta que dá sabor ao produto e se for feita em casa, sem conservantes e açúcar, é ainda mais saudável. “Geralmente a geleia é rica em fibras que favorecem o funcionamento do intestino e é possível encontrar boas opções com menor ou nenhuma quantidade de açúcar adicionado”, diz a médica. Se for fazer alguma receita em casa, vale testar adoçá-la com tâmaras ou mel.

 

RECEITA DE GELEIA SEM AÇÚCAR: 

Ingredientes:

  • 2 xícaras de morangos frescos;
  • 2 maçãs pequenas;
  • 6 tâmaras;
  • 2 colheres (sopa) de semente de chia;
  • 1 xícara de água.

Preparo: Coloque as sementes de chia em uma xícara de água por 10 minutos para hidratar (isso fará com que as sementes inchem e fiquem semelhantes a um gel). Reserve. Lave os morangos, retire suas folhas e corte-os em pedaços pequenos. Lave e descasque as maçãs, retirando as sementes e o caule e corte-as em pequenos pedaços. Bata os pedaços de maçãs, as tâmaras e a chia com água em um liquidificador ou processador por um minuto até ficar homogêneo. Depois, em uma panela, coloque o morango picado com o creme das maçãs e misture bem. Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo por 20 minutos, mexendo a cada 5 minutos. Retire do fogo e espere esfriar naturalmente.

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