Tarsila do Amaral é tema da exposição no MASP com a mostra “Tarsila Popular”. Nascida em Capivari, SP, Tarsila é uma das maiores artistas brasileiras do século 20. O espaço reúne mais de 92 obras a partir de novas perspectivas, leituras e contextualizações.

O “Popular” da a mostra está associado aos debates sobre uma arte ou identidade nacional e a invenção ou construção de uma brasilidade. As obras se manifestam através das paisagens do interior ou do subúrbio, da fazenda ou da favela, povoadas por indígenas ou negros, personagens de lendas e mitos, repletas de animais e plantas, reais ou fantásticos.

A redação da Campinas Cafe separou cinco obras da artista que você precisa conhecer. Confira!

Operários

Tarsila do Amaral 

Criado em 1933, a artista se sensibilizou com a causa operária no mundo e também no Brasil. O quadro reflete a diversidade racial de várias pessoas vindas de todos os lugares para trabalhar em uma fábrica em São Paulo.

A Cuca

Tarsila do Amaral 

Com cores fortes, simbolizando o Brasil, a obra foi pintada em 1924 e traz como tema um animal inventado, mas popularmente conhecido por muitos brasileiros como a Cuca. Segundo a artista, a obra retrata um “bicho esquisito, no mato com um sapo, um tatu e outro bicho inventado”. 

Costureiras

Tarsila do Amaral 

Mulheres trabalhando artesanalmente em um ambiente caseiro é o tema da pintura “Costureiras”, criada em 1936. Tarsila do Amaral leva ao público o lento processo de industrialização em que o Brasil estava passando.

Procissão

Tarsila do Amaral 

Em um país de tradição católica como o Brasil, atos de procissão são movimentos comuns. E foi daí que surgiu a ideia de Tarsila do Amaral para criar o seu último painel pintado “Procissão”. Com o uso de cores vivas, a artista aborda o ato de Corpos Christi, realizado no século XVIII.

Abaporu

Tarsila do Amaral 

Abaporu é uma das obras mais populares de Tarsila do Amaral, cujo nome é de origem tupi-guarani e significa “homem que come gente”. Criado em 1928, o quadro promove uma exaltação da cultura nacional e é uma das principais obras do período antropofágico do movimento modernista no Brasil.

Sobre a artista

De família abastada, de fazendeiros do interior de São Paulo, Tarsila desenvolveu seu trabalho com base em vivências e estudos em Paris a partir de 1923. Por meio das aulas com André Lhote (1885-1962) e Fernand Léger (1881-1955), aprendeu a devorar os estilos modernos da pintura europeia, como o cubismo, para digeri-los e, de maneira antropofágica, produzir algo singular. É importante chamar atenção para a noção de antropofagia, criada por Oswald de Andrade (1890-1954): um programa poético através do qual intelectuais brasileiros canibalizariam referências culturais europeias com o objetivo de digeri-las e criar algo único e híbrido, além de incluir elementos locais, indígenas e afro-atlânticos.


Serviço:

Data: até dia 28 de julho
Local: Av. Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo – SP
Entrada: a partir de R$40
Horário de Funcionamento: Terça, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quarta a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30).

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