*Por Mariana Arruda

A pandemia trouxe mudanças em diferentes esferas da vida dos brasileiros, como trabalho, lazer, educação e serviços. No segmento do turismo, não poderia ser diferente. Depois de anos com propostas de viagens para conhecer os lugares mais famosos do mundo, captais e grandes centros para tirar fotos e expor nas redes sociais, agora o momento propõe um novo modelo de conhecer novos lugares. Diante da fragilidade da vida, reforçada por um vírus que parou o mundo da noite para o dia, as viagens ganham um novo significado e se autoconectar passa a ser uma prioridade.

Foto Luiz Cegato
Gerente de Comunicação da Booking.com da América Latina, Luiz Cegato.

A Campinas Cafe conversou com o Gerente de Comunicação da Booking.com da América Latina, Luiz Cegato, para entender esse novo cenário. De acordo com ele, o turismo não está de todas as mudanças que o mundo precisou passar diante da pandemia desde março de 2020. “O setor de viagens terá grandes mudanças de comportamento e expectativas em relação às viagens, já que as pessoas buscarão por mais segurança, opções sustentáveis e, em um primeiro momento, destinos mais perto de casa, além de opções que combinem trabalho e viagens. Tudo isso fará com que as pessoas busquem mais valor nos destinos”, explica.

Uma pesquisa realizada pela equipe da Booking.com, em novembro de 2020, aponta as principais informações que os viajantes brasileiros buscam sobre uma acomodação, além de preço e localização, são:

  • Avaliações da propriedade (35%). Atualmente, há mais de 204 milhões de avaliações verificadas na Booking.com.
  • Medidas de segurança adotadas na acomodação (27%).
  • Métodos de pagamento disponíveis (27%).
  • Informações sobre limpeza e padrões de higiene (24%). No início da pandemia, o uso dos termos “limpeza” e “higiene” na comunicação entre clientes e acomodações teve um aumento de mais de 60% na Booking.com.
  • Disponibilidade de Wi-fi (22%).
  • Fotos da acomodação (22%).

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Sem companhia

Segundo o Gerente de Comunicação da Booking.com, uma das novas tendências é viajar sozinho. “Antes da pandemia, um em cada quatro dos viajantes brasileiros (25%) planejavam viajar sozinho, enquanto 39% deles afirmam agora que planejam fazer uma viagem solo no futuro. Ainda, 64% dos brasileiros afirmam que gostariam de viajar mais no futuro para compensar o tempo perdido em 2020”, aponta o especialista.

Por um curto período

De acordo com o representante da Booking.com, enquanto muitos viajantes ainda estão apreensivos ao fazer planos futuros de viagem, tudo indica que haverá um aumento na demanda de viagens rápidas, já que quase três em cada quatro brasileiros (73%) querem fazer viagens mais curtas em 2021 do que fizeram em 2019. “Além disso, 30% dos brasileiros também revelaram que preferem fazer uma viagem de fim de semana”, conta Cegato.

Destinos

Entre as preferências de viagens, segundo dados de uma pesquisa encomendada pela Booking.com, os viajantes terão como preferência destinos locais e até já conhecidos. Confira o resultado da coleta de dados realizada com um grupo de adultos que viajou a lazer ou a trabalho nos últimos 12 meses, e que planeja viajar nos próximos 12 meses (quando as restrições de viagem forem suspensas). No total, foram entrevistadas 20.934 pessoas em 28 mercados, que responderam a uma pesquisa online em julho de 2020.

– 55% dos entrevistados pretendem conhecer um novo destino na região em que moram.
– 59% querem passar a curtir a beleza natural da sua terra.
– 63% planejam viajar para algum lugar que já conhecem (perto ou longe).

Para relaxar

Tranquilidade, belas vistas e o barulho dos pássaros. Essas são as prioridades do futuro viajante para as próximas férias sem pandemia. Relaxar é uma prioridade e, por isso, visitar locais remotos é a intensão da maioria. “Em mais uma pesquisa realizada pela Booking.com, percebemos que mais da metade dos brasileiros (55%) das 22.000 pessoas entrevistadas dizem que esse é seu tipo de viagem preferida, seguida por férias na praia (51%) e viagens urbanas (14%).

Consciência financeira

Segundo Cegato, também haverá uma ênfase maior em viagens a curto prazo, já que 6 em cada 10 dos viajantes brasileiros afirmam preferir fazer uma viagem que podem pagar imediatamente em vez de economizar para fazer uma viagem dos sonhos, porém incerta. “A exigência de um bom custo-benefício vai além do preço, e o desconforto com a ideia de ter que cancelar uma viagem significa que a flexibilidade será um ponto crítico para 82% dos viajantes do Brasil”, completa o representante da Booking.com.

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