Há um ano, pessoas do mundo todo foram obrigadas a transformarem suas rotinas. Dentro de casa, famílias passaram a dividir o dia, seja em momentos de trabalho, alimentação, cuidado ou lazer. Para aqueles que vivem sozinhos, a solidão foi ainda mais frequente e a companhia passou a ser através das telas de celulares, tablets e computadores. Nesse cenário, cuidados diários passaram a ser colocados de lado, ou ainda, substituídos por hábitos não tão saudáveis que escondem, por vezes e de forma temporária, a sensação de ansiedade. Eis que a saúde é prejudicada.

De acordo com o Ministério da Saúde, hábitos não saudáveis interferem na resposta imunológica do corpo, ou seja, as células de defesa precisam de nutrientes para desempenhar corretamente a função de barrar e defender o organismo de agentes invasores, como bactérias, vírus e outros micróbios. Assim, por conta da má alimentação e hábitos não saudáveis, a população fica mais suscetível a doenças, como gripes, resfriados ou qualquer outra infecção causada por esses invasores.

Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Cenário

Um estudo realizado pela Universidade de Saskatchewan, no Canadá, e publicado na revista “Applied Physiology, Nutrition and Metabolism”, mostrou que os estudantes universitários estão entre os principais grupos que apresentaram piora nos hábitos de vida. A pesquisa revela que além da escolha por alimentos calóricos e pouco nutritivos, houve também o aumento do sedentarismo e do consumo de bebidas alcoólicas. De acordo com a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), apesar do estudo ter sido realizado fora do país, os estudantes no Brasil também precisam de orientações para melhorar os hábitos alimentares na pandemia.

A pesquisa aponta que os alunos consumiram menos comida todos os dias durante a pandemia em comparação com o período anterior. Embora também tenham bebido consideravelmente menos bebidas, como café e chá, o consumo de álcool aumentou significativamente. “Esta inadequação alimentar combinada com longas horas de comportamento sedentário e diminuição da atividade física pode aumentar os riscos à saúde nesta população durante o confinamento da Covid-19 e assim que a pandemia terminar”, explica a nutróloga.

De acordo como estudo, os estudantes passaram a comer:

– Menos 20% carne
– Menos 44% laticínios
– Menos 45% vegetais

Fonte: “Applied Physiology, Nutrition and Metabolism” (Janeiro, 2021)

Como melhorar a resposta imunológica?

O que você come reflete na sua imunidade. Por isso, de acordo com o Ministério da Saúde, é importante que a alimentação seja variada e constituída de alimentos ricos em nutrientes e vitaminas. Ou seja, ao comer frutas, diversifique o cardápio diário por três opções diferentes e assim por diante, pois cada alimento possui uma tabela nutricional diferente e juntos trazem maiores benefícios para o organismo. Então, quanto mais variada e colorida a refeição, maiores as chances de ter um sistema imunológico bem preparado.

Caso a pessoa já esteja doente, com uma alguma infecção e com a imunidade baixa, é importante ficar ainda mais atento à alimentação, mesmo que o apetite esteja em baixa e o paladar e o olfato prejudicados.

Alimentos e imunidade

Confira um guia prático para garantir a resposta imunológica:

infografico passos alimentacao saudavel
Imagem: Ministério da Saúde

Nunca se esqueça!

Folhas verde-escuras: atuam no funcionamento do sistema imunológico. São fontes de vitamina C, vitamina K, fibras e minerais. Exemplo: rúcula, agrião, acelga e couve.

Maçã: rica em flavonóides, ela também apresenta vitamina C, minerais, fibras, fósforo e potássio e é um poderoso antioxidante. Lembre-se do ditado: ‘uma maçã por dia mantém o médico longe”.

Gengibre: ajuda muito na defesa do organismo, já que oferece vitaminas B6 e C. Prepare chás ou adicione como tempero em alimentos salgados.

Informação em segundos

Com o acesso à internet, ficou ainda mais fácil encontrar informações sobre alimentação e qualidade de vida saudável, principalmente durante os dias de confinamento. Porém, quando saber o que é excesso? O que realmente faz bem para a saúde? Antigamente, o consumo de ovo poderia trazer malefícios, mas atualmente sabemos que os riscos de contaminação pelas bactérias do gênero Salmonella é muito baixo. Além disso, os sucos de caixinha eram vistos como benéficos para a saúde, mas hoje sabe-se que podem ser comparados aos refrigerantes tanto em uma avaliação calórica quanto nutricional.

Dentre outras descobertas, a checagem de informação sobre alimentação e hábitos saudáveis se tornou muito rápida e fácil através das telas do celular. Por isso, cheque as informações e opte sempre pelos alimentos in natura para o fortalecimento da imunidade!

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