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ABRH MARCELO PIRANI
ABRH MARCELO PIRANI. Imagem: Divulgação

Depois de mais de um ano de isolamento social, já não se tem mais dúvidas de que a pandemia acarretou mudanças em todos os setores. Diante de um novo consumidor, nasce também a necessidade de novas profissões e novos perfis de profissionais, que se alinham com o ritmo acelerado e frenético do mundo digital e tecnológico.

“A pandemia nos colocou de verdade dentro do século XXI, olhando para dentro desse processo de transformação digital.O que estamos realmente vendo agora, talvez seja esse olhar de como usar a tecnologia a nosso favor sem se esquecer do ser humano, sem esquecer do papel do ser humano quando os robôs fizerem tudo”, salienta o diretor executivo da Associação Brasileira de Recursos Humanos, Marcelo Pirani. Entenda as tendências desse novo mercado.

 

Profissões em alta

A medida que o processo tecnológico acelera, novas demandas surgem para acompanhar esses comandos. E esse processo ganhou força com a pandemia, que praticamente do dia para a noite encontrou o distanciamento social como principal forma para brecar a propagação do vírus e, dessa forma, acabou por oficializar o home office como opção para muitas funções. “A pandemia acelerou a transformação digital e hoje está nos ensinando que essa atualização digital deve ser utilizada com equilíbrio, não se esquecendo do ser humano, da qualidade de vida, do equilíbrio entre diversas nuances da nossa vida”, lembra Marcelo.

Nesse cenário, surgem novas oportunidades de crescimento profissional, que estarão em alta nos próximos anos e prometem prevalecer como um novo perfil necessário no mercado de trabalho. “Eu não tenho dúvidas de que as profissões e as atividades que estiverem ligadas ao ambiente tecnológico vão ganhar muito espaço, como análise de dados, inteligência artificial, Big Data. Alinhado a isso, a gente até teve a LPBD, Lei Proteção de Dados, que também acredito que vai crescer muito em função dessa proteção necessária não só o indivíduo, mas também as companhias”, afirma.

Imagem: Divulgação

Ao mesmo tempo, com o isolamento social, a casa foi ressignificada para atender todas as necessidades dos moradores, que agora passam muito mais tempo dentro dela e a enxergam como refúgio, como lazer e até como ambiente de trabalho. Portanto, profissões relacionadas à arquitetura, que envolvem projetos inteligentes, estratégicos, funcionais e voltados para sustentabilidade também ganham visibilidade.

Outra área que promete ganhar ênfase são aquelas relacionadas às engenharias mecânicas e robóticas. “As atividades ligadas à robótica, mecânica, a engenharia de uma forma geral, incluindo a tecnologia, o desenvolvimento de produto, a segurança e arquitetura ganham uma grande vertente de possibilidades”, lembra Marcelo.

O segmento de ciências humanas, por outro lado, também se fortifica e tem sua relevância inclusive para equilibrar a overdose tecnológica. “Vejo um crescimento e uma necessidade muito forte das ciências humanas para ampliar os networkings, a possibilidade de ter melhores ambientes de trabalho em termos de clima organizacional e saúde como um todo, principalmente mental. Profissionais que estejam alinhados com as necessidades humanas para alinhar à tecnologia, que traz uma carga muito forte presencial de todos esses aspectos e, com isso, se dedicarem a melhorarem as marcas empregadoras e os relacionamentos com as pessoas”, salienta o diretor.

 

Mas, algumas profissões vão desaparecer?

De acordo com Marcelo, as profissões mais mecânicas e automáticas tendem a perder mais espaço, já que podem ser feitas por robôs. “Acredito que muitas profissões vão ficar obsoletas em função desse olhar tecnológico, principalmente para aqueles que estão mais automatizados, mais processuais e mais operacionais. As pessoas, obviamente, vão ter que se habituar, se aclimatar ou se atualizar dentro das funções que exigem muito essa atualização”.

Novo perfil

As novas demandas criam, também, perfis de profissionais aptos para acompanhar essas mudanças. Para os profissionais que conseguem exercer suas funções no home office, o desafio é desenvolver a disciplina. “Uma boa parte dos profissionais que trabalham em home office precisa se disciplinar para encontrar a melhor maneira para trabalhar através de preferências pessoais e familiares de dentro da sua casa e entender que as telas de computador, celular e notebook não devem substituir o relacionamento humano, eles vêm para agregar”.

Já as atividades que dependem da presença física, demandam menos mudanças de mindset. “Mas, acredito que cada vez mais, temos a preocupação com o ser humano, de olhar, dar inclusão, respeitar a diversidade, incluir as pessoas e entender que é por meio delas que vamos alcançar os melhores resultados”, lembra Marcelo.

Como se preparar?

O diretor da Associação Brasileira de Recursos Humanos salienta a importância do olhar humano nesse novo mundo, com mais compreensão e empatia. “É essencial entender os diferentes perfis e as necessidades do ser humano, compreender que ele é ponto importante e de que forma a tecnologia pode auxiliar. Conquistamos o ser humano pela emoção e justificamos pela razão”, finaliza.

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