Com mais de 30 anos dedicados ao autoconhecimento e à espiritualidade, a Mestra Regina Shakti também contribui para levar novas possibilidades ao próximo, em seu Ashram, o Krishna Shaktí Ashram, espaço especializado ao direcionamento a práticas de filosofia de vida, como Yoga e Meditação. Localizado em Campos do Jordão (SP), o local é filiado do Ashram Sri Chaitanya Saraswat Math de Navaduip, na Índia, e permite que os visitantes busquem o bem-estar por meio de um revigoramento total do corpo, das emoções e da mente, através de uma tradição que perdura por mais de cinco séculos.

Imagem: Divulgação
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Adepta à prática desde os seus 11 anos, Regina é presidente do Instituto de Yoga de São Paulo e carrega em seu portfólio, atendimentos com personalidades como Xuxa, Rita Lee e Gilberto Gil. Confira um bate-papo exclusivo com a redação da Campinas Cafe.

Como foi seu encontro com a espiritualidade?

R.S: A minha formação começou em meu nascimento. Minha mãe foi a minha primeira mestra, pois sempre foi serva e devota de Jesus. Além da minha formação cristã, aos 11 anos comecei a praticar Yoga. E não considero que mudei de filosofia, porque a filosofia de vida do Yoga e do Cristianismo são bem parecidas. Um exemplo são os mandamentos cristão de não matar, não roubar e tudo mais, que também temos no Yoga. Enquanto fui crescendo, outras reflexões foram me chamando a atenção, como a questão de ser vegetariano, de ter autocuidado e a responsabilidade própria pelo autodesenvolvimento. E tudo isso foi me completando.

Como foi essa transição de descobrimento da filosofia?

R.S: Aconteceu quando comecei a prestar muita atenção na cultura do Oriente, em que as histórias acontecem milhares de anos antes de Jesus ter vindo. Por isso, comecei a indagar quem era o Deus que Jesus falava. Quem era o pai de Jesus, já que ele não estava falando de José? Então, eu fui buscar isso, fui entender, fui para Índia várias vezes, e compreendi que o pai de Jesus é Krishna. Na índia, não existe nenhum herói, nenhum deus superior que possa mais. Não tem nenhuma história em que Krishna perdeu uma batalha. Então, mergulhei de cabeça na filosofia indiana.

Yoga é uma religião?

Yoga tem relação com Deus, com a espiritualidade, mas yoga não é a religião. Yoga é divino, mas não é religião. Em qualquer religião, você vai se beneficiar ao praticar yoga. É algo tão poderoso quanto o sol. Ele está ali todos os dias, mas poucas pessoas lembram de reverenciá-lo.

Existem diversas vertentes do yoga, certo?

É importante ressaltar que são muitos e inúmeros tipos de yoga. Atualmente, as pessoas investem muito nas posições como atividade física. Elas são extraordinárias, mas é necessário que estejam alinhadas à filosofia. Enquanto você viver nesse corpo, essas posições são muito importantes, já que te mantem com a mente positiva, com o corpo harmônico e inspirado. Então, o Bhakti Yoga nos ensina que a gente não é o corpo, e é necessário investir na potência interna dele, na alma. Eu sou estudante de Bhakti Yoga há 35 anos. Eu pratico Hatha Yoga há 53 anos e ensino também. A minha vida todinha é dedicada ao yoga.

Trajetória na Quirologia

Estudo das características do indivíduo baseado na análise dos traços das mãos, a Quirologia também faz parte da trajetória de Regina há 50 anos.

Você é um dos maiores nomes da Quirologia brasileira. O que representa essa filosofia?

Quando eu leio as mãos de uma pessoa, eu leio a pessoa. É como alguém ir a sua empresa e dizer isso daqui precisa mudar. A mão esquerda não muda, e me dá todas as informações de como você chegou neste mundo. A mão direita muda e mostra para a gente que existe o livre arbítrio, e aponta características suas nesse momento da vida. Então, comparamos como você chegou neste mundo e o que você fez a partir disso. Medimos as características e linhas com régua e com compasso. Ou seja, eu comparo as diferenças de medidas da mão esquerda com a direita.

Qual a diferença entre Quirologia e Quiromancia?

Na Quirologia, você pega uma régua e faz cálculos da mesma forma que o mapa astral. A Quiromancia é o que os ciganos fazem: eles pegam na sua mão e o pensamento que vier é teu e não é dele. Ele pode ver a sua mãe, seu pai, tudo que estiver na sua cabeça. Isso está relacionado à adivinhação, à intuição. Por exemplo, eu leio tarot, mas eu evito falar porque eu não tenho como explicar, a quirologia eu consigo explicar. Por exemplo, a mão de um esquizofrênico: posso te mostrar 300 mãos de esquizofrênicos. É um trabalho exposto no mundo inteiro, é uma estatística. Só de doentes mentais eu tenho 20 mil impressões.

Como a pandemia é vista dentro dessa filosofia de vida?

Essa pandemia deixou bem claro que você precisa se segurar e estar com você mesmo. Você precisa ser responsável. Ficou muito claro a necessidade de cuidar da casa, do corpo, de mantê-los como o teu templo. É preciso estar atento aos exercícios físicos, ao comer muito pão, queijo e carne. Além disso, a respiração tem a ver com a mente. Muita gente faleceu de pânico. Então, é importante a gente segurar a própria onda, ser responsável por si próprio através do contato com você mesmo, com tempo para oração, para a meditação. Começamos a dar valor ao que realmente importa: o amor, aquela pessoa que olhou para a gente naquele momento de desespero, que segurou nossa mão, que ofereceu ajuda. Isso vale mais do que qualquer posição profissional, do que qualquer dinheiro deste mundo.

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