Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) realizaram, com o Sirius, acelerador de partículas localizado em Campinas, os primeiros experimentos para captar a imagem em 3D de uma proteína imprescindível para o ciclo de vida do coronavírus. A experimentação serve para que os cientistas possam compreender a biologia do vírus e buscar novos medicamentos para o combate da covid-19.

Sirius
Estrutura da proteína 3CL de SARS-CoV-2, obtida no Sirius (Cred.: CNPEM)

Os testes fazem parte do início de um ciclo de experimentos, no qual milhares de procedimentos são avaliados para que os dados sejam precisos. “Para constatar que a estação de pesquisa está dentro dos parâmetros projetados, gerando resultados confiáveis, resolvemos primeiramente a estrutura de proteínas bem conhecidas, como lisozima – uma molécula presente na nossa lágrima e saliva. Reproduzimos as medidas esperadas para essas amostras-padrão e, então, ao verificarmos a boa performance da máquina, seguimos para a coleta de dados de experimentos reais, com cristais de proteínas do SARS-CoV-2”, explica Ana Carolina Zeri, pesquisadora que coordena a primeira estação de pesquisa a entrar em operação.

A amostra analisada nos primeiros experimentos no Sirius foi a proteína 3CL do SARS-CoV-2, no qual participa do processo de replicação do vírus dentro do organismo durante a infecção. “Temos vários grupos de pesquisadores mobilizados para investigar os mecanismos moleculares relacionados à atividade dessa proteína para buscar inibidores de sua atividade, além de estudar outras proteínas virais e gerar conhecimentos que podem apoiar o desenvolvimento de medicamentos contra a doença”, detalha Kleber Franchini, Diretor do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio).

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