Produtividade na Copa

O desafio de driblar os obstáculos e manter a produtividade no trabalho

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Por Raíssa Zogbi

Greves, Copa do Mundo, eleições. Esses são apenas alguns motivos que podem deixar os dias de trabalho pouco produtivos. A verdade é que na era da informação, com a velocidade da internet e as facilidades das tecnologias, os estímulos externos chegam a todo instante. Saber lidar com eles para manter o foco e não perder a produtividade pode ser um grande desafio. Conversamos com o professor Rubens Pimentel Neto, docente da disciplina de Foco e Produtividade na Inova Business School, que deu dicas para driblar a barreira e virar o jogo! Acompanhe.

Como funciona a relação entre foco e produtividade?
Pesquisas mostram que é mais produtivo quem faz uma coisa de cada vez e termina a tarefa. Quem tenta fazer muitas coisas ao mesmo tempo ou interrompe com frequência as atividades, em geral, entrega menos, têm qualidade de vida pior e é uma pessoa mais ansiosa e estressada.

Com notícias a todo instante, como fica a produtividade nas empresas?
Esta é a hora para aprendermos a lidar com momentos de imprevistos e incertezas. O melhor que as empresas podem fazer é prover suas equipes com informações e serem assertivos e claros nas decisões que irão tomar. Produtividade tem a ver com foco e foco tem a ver com tranquilidade, confiança e conhecimento do que se espera de cada um.

Da parte dos funcionários, existe técnicas para manter o foco?
Sempre recomendo dois protocolos comportamentais muito eficientes: conversa clara com líder e colegas para organizar os momentos de foco no trabalho e momentos para dar atenção aos demais e o uso de uma ferramenta chamada Pomodoro. Esta ferramenta, porém, é muito mais eficiente quando adotada por toda a equipe. Fica uma uma dica para líderes e empresas.

Como estimular os funcionários?
Cada líder deve analisar e entender em que condições cada membro produz mais. Um dos principais papeis do líder é estimular sua equipe a ser produtiva e isto é uma tarefa individualizada.

Ferramentas como email e WhatsApp criaram uma nova dinâmica de trabalho. Como isso afeta as empresas?
A necessidade de comunicação continua a mesma, potencializada. No entanto, conhecer o uso de cada ferramenta é de bom tom e pode melhorar a produtividade.  E-mail e WhatsApp são ferramentas assíncronas, ou seja, eu escrevo agora e você lê quando decidir ler. Exigir que as pessoas estejam de prontidão esperando nossa comunicação para nos responder de imediato, não só é improdutivo como de muito mau gosto. Líderes que exigem respostas imediatas de sua equipe são os líderes que menos estimulam suas equipes e os que tem as equipes menos produtivas. “De brinde” são os mais estressados e os que trabalham de forma mais improdutiva também.

É comum ouvir reclamações sobre “falta de tempo”. O que você pensa sobre isso? 
Todos, sem exceção, temos 24 horas por dia. Não há falta de tempo, o que há são escolhas conscientes ou inconscientes por executar tarefas que não são importantes e não se traduzem em resultados.

Existem técnicas para aumentar o foco e produtividade?
A primeira que recomendo é conhecer claramente os objetivos, pessoais e profissionais. No caso de foco e produtividade, o planejamento deve ser praticado semanalmente e diariamente. O primeiro para te dar grande visibilidade do que é possível produzir na próxima semana e o planejamento diário para que você prepare o dia de trabalho e ganhe condições de recusar atividades que desviem do foco principal. Uma dica: nunca comece o dia lendo e respondendo e-mails, esta é a forma mais eficaz de trabalhar no projeto dos outros e não nos seus e mais importantes para sua empresa.

As empresas e líderes ainda estão distantes deste tema. Por que?
As empresas ainda acreditam que quantidade de trabalho, velocidade e poder resolvem tudo. Isso era verdade na revolução industrial. Na era da tecnologia, informação e conhecimento deixou de ser verdade e está destruindo produtividade e foco.

Rubens Pimentel Neto formou-se em Comunicação com ênfase em Marketing pela ESPM, possui MBA em Gestão Empresarial pela FIA-USP, e dirige a Trajeto Desenvolvimento Empresarial, empresa de Consultoria, Treinamento e Coaching S.A. É autor do livro “A Venda com Corpo, Mente e Alma”. 

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