Por Prof. Rodrigo Domingues   

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@profrodrigodomingues

A pressão alta, ou mais tecnicamente, a hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um dos mais frequentes males a assolar a sociedade atual. No Brasil, pesquisas mostram que 25% da população adulta tem níveis de pressão arterial alta (acima de 120 x 80 mm Hg). E as consequências são diversas, a destacar: o infarto do miocárdio (mais em homens) e o derrame cerebral (mais nas mulheres), além da uremia (deficiência de funcionamento dos rins). E vale informar também que tanto crianças como adultos podem sofrer com esta desregulação.

Mas, por que ela ocorre? Primeiramente, devemos considerar que a pressão arterial é a pressão exercida pelo sangue dentro das artérias, com a força proveniente dos batimentos cardíacos. A camada formadora destes vasos é o endotélio, o qual possui paredes espessas e igualmente uma característica de dilatação a qual lhe confere a capacidade de acompanhar mais adequadamente o volume sanguíneo. Essa capacidade, diga-se de passagem, diminui no decorrer da vida, aumentando os riscos de acidentes vasculares (quando uma artéria se rompe). É como uma mangueira que vai se ressecando e de repente, racha. Mas, se conservarmos esta tal mangueira em um ambiente favorável, a vida útil dela, obviamente, será maior. Ou seja, atitudes que colaborem na manutenção da saúde das artérias serão determinantes à pressão arterial. Esta vasodilatação é estimulada, por exemplo, durante as atividades físicas.

No entanto, importante também é informarmos as causas básicas: herança genética, alimentação (destacando aqui o sal), obesidade e o nível de atividade física. E, se no primeiro não podemos intervir, nos outros cabe a nós aplicarmos o que a ciência preconiza. O sal interfere na retenção de líquidos aumentando o volume de sangue circulante e, consequentemente, a pressão arterial. Já a obesidade e o sedentarismo estão intimamente ligados, onde a taxa de colesterol é o fator mais relevante.

Um estudo recente do Laboratório de Hemodinâmica da Atividade Motora (LAHAM) da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFEUSP) demonstrou que a prática regular de atividades físicas é parte primordial das condutas não medicamentosas de prevenção e tratamento da hipertensão arterial (HA). Segundo diretrizes nacionais e internacionais, todos os pacientes hipertensos devem fazer exercícios aeróbicos complementados pelos resistidos (musculação), como forma isolada ou complementar ao tratamento medicamentoso. O mesmo estudo ainda ressalta que para a prevenção primária, recomenda-se que todo adulto pratique pelo menos 30 minutos de atividades físicas moderadas em pelo menos 5 dias da semana.

Sabe-se ainda que o treinamento aeróbico, ou seja, esteiras e bicicletas ergométricas, é o mais recomendável a um hipertenso, pois são as atividades que mais colaboram na manutenção dos níveis de PA em repouso. Então, sem preguiça e mãos à obra para suar a camisa. Boa sorte a até a próxima!

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