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Por Grazi Caproni                                                              

Essa situação já deve ter acontecido com você: em busca de um bom suplemento de ômega 3, você entra na loja e fica perdido. Na internet não é diferente: parece que quanto mais você procura, mais opções aparecem. E agora? O que fazer para não comprar um ômega 3 de procedência duvidosa? Antes de qualquer coisa, deixa eu te contar de forma bem simples o que é ômega 3.

O que é?

O ômega 3 é um tipo de gordura boa para o organismo – uma combinação de óleos extraídos de tecidos de peixes marinhos de águas congeladas e profundas. O ômega 3 não é produzido pelo corpo, mas contém três gorduras essenciais para a nossa saúde: ALA (Ácido alfa-linolênico), EPA (ácido eicosapentaenoico) e o DHA (ácido docosahexaenóico). Ou seja, devem ser obtidas através do consumo de alimentos fonte ou via suplementos.  Nesse caso, incorpore na sua dieta peixes gordos de águas geladas, como sardinha, atum, arenque, anchova e salmão selvagem. Eles contém os ômegas 3 do tipo EPA e DHA, que são os de origem animal. O ômega 3 de origem vegetal (ALA) pode ser consumido através da linhaça triturada, óleo de linhaça e chia.

Como escolher?

1) Preste atenção ao rótulo: observe a quantidade de EPA e DHA por cápsula ou por porção diária recomendada pelo fabricante, que pode variar de duas até quatro cápsulas. Ela deve ser suficiente para suprir o mínimo da concentração diária destes nutrientes recomendada para sua saúde. Essa é uma informação essencial e deve estar bem visível;

2) Verifique se a vitamina E está presente na composição do produto. Ela atua como antioxidante, o que mantém a qualidade do óleo (que deve ainda estar acondicionado em embalagem opaca e não transparente, pra evitar contato com a luz);

3) Tenha a certeza de que o óleo de peixe seja livre de metais tóxicos. Como? Além de verificar a informação no rótulo, você pode solicitar o laudo de análise ao fabricante;

4) Veja se o produto possui garantia de pureza;

5) Desconfie de produtos com preços muito abaixo do mercado;

6) Observe se o óleo de peixe é desodorizado, pois assim você evita ficar com aquele gosto de peixe na boca pelo restante do dia;

7) Busque por uma empresa idônea, responsável e transparente;

8) Na hora da compra e consumo, siga sempre as orientações do seu médico ou nutricionista.

TESTE DE QUALIDADE!

Dificultei demais? Então ai vai uma última boa dica “caseira”: o teste do congelador. O que é isso? Se após o congelamento da cápsula por 5 horas, o óleo de peixe se tornar turvo ou opaco (uma cor semelhante à da manteiga) e congelar, de forma que você não consiga furar a cápsula com um palito, você comprou um suplemento de óleo de peixe de qualidade possivelmente duvidosa. O teste apenas oferece uma estimativa aproximada do equilíbrio de gordura saturada / insaturada no seu suplemento, tipo de filtração do óleo, mas como dito é uma estimativa e as outras orientações também devem ser levadas em conta.

De modo geral, algumas organizações de saúde recomendam uma quantidade mínima de 250 a 500 miligramas (mg) de EPA e DHA para adultos saudáveis diariamente. Porém, não existe apenas uma quantidade correta de ômega 3 que deve ser ingerida por dia. O ideal é procurar a orientação de um médico nutrólogo ou de um nutricionista. Este profissional poderá lhe indicar a quantidade adequada para seu caso, que varia conforme o peso, idade, condições de saúde, entre outros fatores. Gostou? Então compartilhe e me ajude a espalhar mais saúde por ai!

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