Já no clima do Dia Internacional da Mulher, a Campinas Café recomenda leituras de mulheres bem-sucedidas: executivas, empreendedoras e ativistas. Contando suas histórias de sucesso e contribuem para o debate perante a equidade de gênero, empoderamento feminino e carreiras de alta performance.

Que para além desta data, a partir dessas produções, mulheres das mais diversas áreas, possam se enxergar enquanto protagonistas de suas narrativas. Confira abaixo, os enredos de Adriana Barbosa, Rachel Maia, Michelle Obama e Angela Davis que vão te inspirar, conectar e emocionar.

1 – Preta Potência: Como a resistência e a ancestralidade me ajudaram a criar o maior evento de cultura negra da América Latina, de Adriana Barbosa

Criada por Adriana Barbosa em 2002, hoje a Feira Preta é o maior evento de cultura e empreendedorismo negro da América Latina, reunindo anualmente milhares de pessoas interessadas em valorizar e empoderar produtores e artistas negros em meio a muita música e dança. Este livro conta a história das inúmeras lutas travadas diariamente para a realização desse sonho, não só por Adriana, mas por milhares de pessoas. Uma história que começa lá atrás, na época da escravização, e envolve uma imensa coletividade engajada em dar visibilidade e força a um povo que o Brasil insiste em subjugar. Povo que encontra, na Feira Preta, também um ambiente de celebração de sua ancestralidade, de sua cultura, de sua identidade, de sua raça.

2 – Meu caminho Até a Cadeira Número 1, de Rachel Maia

Conquistar um cargo de diretoria é algo distante para a maior parte da população brasileira. Imagine, então, quando se é mulher, negra e periférica. Além da desigualdade entre homens e mulheres, a cor da pele poderia colocar Rachel Maia, hoje uma das executivas de maior prestígio no Brasil e no mundo, fora do jogo. Com um perfil diferenciado dentro do mundo corporativo, a trajetória de sucesso e pioneirismo da executiva é contada nas páginas de seu primeiro livro Meu caminho até a cadeira número 1.

No livro, Rachel mostra um lado menos corporativo e divide com os leitores a vida, os estudos e convicções sobre o mercado de trabalho, diversidade e como acreditar em si própria — mesmo com os momentos de dúvida. Da infância pobre até assumir o cargo de CEO em grandes multinacionais, ela fala dos amigos, da maternidade, da família e dos aprendizados herdados dos pais, do preconceito, da sua fé, dos erros e acertos desta desafiadora jornada.

3 – Minha História, de Michelle Obama

Reconfortante, sábio e revelador, Minha História traz um relato íntimo e singular, da ex-primeira-dama dos Estados Unidos, uma mulher com alma e consistência que desafiou constantemente as expectativas — e cuja história nos inspira a fazer o mesmo. Com honestidade e uma inteligência aguçada, ela descreve seus triunfos e suas decepções, tanto públicas quanto privadas, e conta a sua história, conforme viveu — em suas próprias palavras.

4 – Angela Davis – Uma autobiografia

A obra é um retrato contundente das lutas sociais nos Estados Unidos durante os anos 1960 e 1970 pelo olhar de uma das maiores ativistas de nosso tempo. Davis, à época com 28 anos, narra a sua trajetória, da infância à carreira como professora universitária, interrompida por aquele que seria considerado um dos mais importantes julgamentos do século XX e que a colocaria, ao mesmo tempo, na condição de ícone dos movimentos negro e feminista e na lista das dez pessoas mais procuradas pelo FBI.

A falsidade das acusações contra Davis, sua fuga, a prisão e o apoio que recebeu de pessoas de todo o mundo são comentados em detalhes por essa mulher que marcou a história mundial com sua voz e sua luta.

Gostou das dicas? Que tal agora incluir cada vez mais mulheres entre as leituras preferidas?

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