Por Raíssa Zogbi

O clima quente que predomina no Brasil durante o ano é um convite irrecusável para desfrutar um sorvete. Não é a toa que o país é dono da 10ª posição no ranking mundial de produção dessa delícia e o 11º maior consumidor, sendo o Nordeste, a região campeã de vendas, de acordo. Além disso, essa pesquisa realizada pela Mintel, empresa de pesquisa de mercado sediada em Londres, mostrou que novos sabores e novas formas de preparo devem fazer o mercado crescer cerca de 81% até 2020. Isso aponta para a atenção a uma sociedade com alimentação mais restrita e que se preocupa com a saúde. Mas, não só. Além dessas opções sem lactose, veganas, sem açúcar, entre outras, surgem também sabores ousados, inspirados em sobremesas e até opções salgadas. “A maior tendência é a sorveteria de ingrediente, que prima pela origem do ingrediente como baunilhas, frutas, frutos, bem como respeita as técnicas da sorveteria clássica”, explica o chef e professor do Curso de Gastronomia da USF, Marcelo Bergwerk. Separamos duas novidades, dentre as diversas do mundo gelado!

História

São mais de 4.000 anos de conquista a fãs por todo o mundo. De acordo com o professor, o sorvete surgiu na China, a partir de uma base de leite e arroz que era congelada na neve. “Em sua viagem à China, em 1271, o veneziano Marco Polo encontrou uma variedade de cremes congelados à base frutas. As receitas retornaram em sua bagagem, mas não saíram da Itália até o século XVI, quando a corte de Catarina de Médici introduziu a sobremesa na corte francesa”, conta. Em 1670, o siciliano Francesco Procópio abriu em Paris, o Cafè Procopio, o primeiro lugar que vendia sorvetes.

Sorvete salgado

Sorvete de Gorgonzola
Sorvete de Gorgonzola

Diante de um mercado crescente e criativo, as possibilidades são infinitas. É o que comprova um grupo de estudantes de Gastronomia da USF, através do lançamento de um projeto de sorvetes salgados. De acordo com uma das integrantes, Ana Carolina Magalhães Sesti, a iguaria já é apreciada na Itália e nos Estados Unidos, mas pouco conhecida no Brasil. “Nossa empresa fictícia vai trabalhar com quatro sabores inicialmente: azeitona preta, beterraba, gorgonzola e mozzarela, além de sabores exclusivos, desenvolvidos de acordo com o gosto do cliente”, conta ela. Ana e mais seis alunos (Déborah Suzana Bandeira, Carlos Alberto de Faria, Gabriela Cassamassa Abdel, Larissa Lima Justino, Renato Grigoleto e Victor Mazieri) apostam que o sorvete salgado pode estar inserido no prato, como em saladas, ou entre as refeições para limpar o paladar. “Nós fazemos uma base de sorvete, mas sem açúcar, e inserimos o sabor escolhido: o queijo ralado ou um pure de beterraba, por exemplo. Então, batemos na sorveteira e, em alguns casos, adicionamos um pouco de sal”, conta ela.

Tailandês 

Sorvete Tailandês
Sorvete Tailandês

As bolas de sorvete deram espaço aos rolinhos famosos da Tailândia. Preparado sobre uma chapa fria, que chega a -25º, os ingredientes são colocados frescos e manuseados com o auxílio de uma espátula até ganharem consistência. O proprietário da rede Ice Cream Roll, Roger Alex Rodrigues, explica que em dois minutos uma camada de sorvete é espalhada pela placa para dar início aos rolinhos. “O diferencial é que fazemos na hora e usamos produtos frescos, assim o sorvete sempre fica com o gosto original das frutas, biscoitos e outros ingredientes que usamos”, conta. O Ice Cream Roll já pode ser apreciado pelos campineiros no quiosque do Shopping Iguatemi Campinas.

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