O vice-campeão mundial Filipe Toledo será o cabeça de chave número 1 do Billabong Pro Pipeline, que abre a temporada 2022 do World Surf League Championship Tour neste sábado, 29, no Havaí. E o campeão olímpico Ítalo Ferreira passa a ser o número 2, após a desistência de Gabriel Medina competir nesta primeira etapa do ano.

O tricampeão mundial será substituído por Caio Ibelli, que perdeu sua vaga na elite dos melhores do mundo no ano passado. O fuso horário do Havaí é de 7 horas a menos, então, se a primeira chamada para o início do evento for marcada para às 8 horas em Pipeline, serão 15 horas no Brasil, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

BRASIL PROTAGONISTA

O Brasil fez sua melhor temporada na divisão de elite do esporte no ano passado. Pela primeira vez na história, o topo do ranking da World Surf League foi dominado por brasileiros, com Gabriel Medina em primeiro lugar, Filipe Toledo em segundo e Ítalo Ferreira em terceiro. Além disso, cinco dos sete últimos títulos mundiais foram vencidos pelos brasileiros. Medina foi o campeão em 2014, 2018 e 2021, Adriano de Souza em 2015 e ítalo em 2019. Apenas o havaiano John John Florence conseguiu impedir a hegemonia, sendo o número 1 do mundo em 2016 e 2017.

Apesar do desfalque do tricampeão mundial, a “seleção brasileira” da WSL continua muito forte para iniciar a temporada 2022, com o campeão olímpico e vencedor da etapa de Pipeline em 2019, Ítalo Ferreira, Filipe Toledo vice-campeão mundial de 2021, Deivid Silva, Jadson André, Miguel Pupo, os novatos na elite, Samuel Pupo e João Chianca e a atual vice-campeã mundial, Tatiana Weston-Webb. Além deles, tem Caio Ibelli entrando na vaga de Medina.

OS CONFRONTOS

Caio será o primeiro a competir no Billabong Pro Pipeline. Ele está escalado na terceira das doze baterias da primeira fase, com os australianos Morgan Cibilic e Connor O´Leary. Nesta rodada inicial, os dois melhores de cada confronto avançam para a terceira fase, mas os últimos colocados têm outra chance de classificação na repescagem. Dois peruanos também vão representar a América do Sul neste primeiro desafio do WSL Championship Tour 2022.

Um deles é Miguel Tudela, convidado pela Billabong para participar da abertura da temporada. Ele está na quinta bateria, encabeçada pelo campeão olímpico e desta etapa de Pipeline em 2019, Ítalo Ferreira. Um novato na elite é o outro adversário, Callum Robson, da Austrália. Na disputa seguinte, estreia o cabeça de chave número 1 e atual vice-campeão mundial, Filipe Toledo, contra um reforço na seleção brasileira da WSL esse ano, Samuel Pupo, e o havaiano Ivan Florence, que está substituindo o contundido Ryan Callinan, da Austrália.

Depois da apresentação dos primeiros cabeças de chave do Billabong Pro Pipeline, tem o irmão mais velho do Samuca, Miguel Pupo, entrando na oitava bateria com o português Frederico Morais e o australiano Jackson Baker. Na nona, é Brasil em dose dupla com Jadson André e outro estreante na elite, João Chianca, o Chumbinho, enfrentando o atual campeão da etapa de Pipeline, John John Florence. Na décima, mais um novato, Lucca Mesinas, do Peru, enfrenta o australiano Jack Robinson e o maior ídolo do esporte, Kelly Slater. E Deivid Silva fecha a primeira fase contra o italiano Leonardo Fioravanti e o americano Nat Young.

CATEGORIA FEMININA

Pela primeira vez na história do World Surf League Championship Tour, uma etapa feminina será disputada junto com a masculina nos tubos de Banzai Pipeline. Em dezembro de 2020, algumas mulheres chegaram a competir no maior palco do esporte, no encerramento do evento iniciado na praia de Honolua Bay, na ilha de Maui. A brasileira Tatiana Weston-Webb ganhou a primeira bateria do CT feminino em Pipeline e foi barrada depois, pela pentacampeã mundial Carissa Moore nas semifinais.

A havaiana perdeu a decisão do Maui Pro para a australiana Tyler Wright, mas terminou a temporada conquistando seu segundo título mundial consecutivo, na melhor de três baterias disputadas com Tatiana Weston-Webb na estreia do Rip Curl WSL Finals em Lower Trestles, na Califórnia, Estados Unidos. Pelo segundo ano seguido, a surfista nascida no Rio Grande do Sul que cresceu morando no Havaí, é a única representante do Brasil e da América no grupo das 17 surfistas que formam a elite feminina da World Surf League.

Tatiana fará sua primeira apresentação como vice-campeã mundial, na segunda bateria contra duas havaianas, Malia Manuel e uma das cinco estreantes no CT 2022, Gabriela Bryan. As outras novatas são as também havaianas Bettylou Sakura Johnson e Luana Silva e as australianas India Robinson e Molly Picklum. É maior renovação na elite dos últimos anos e todas são bem jovens ainda, com menos de 21 anos de idade.

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