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Por Raíssa Zogbi

São 4 integrantes, 15 anos e mais de 370 mil ouvintes mensais. Hugo no vocal e na guitarra, Zé da Paz no vocal e pandeiro, Julio Fejuca no vocal, cavaco e na guitarra e Jacques na bateria dão vida a um samba ainda mais democrático do que o tradicional. E o que começou como uma brincadeira ganhou força e colocou o grupo para disputar ranking de músicas mais baixadas ao lado das versões originais.

“Tudo começou tocando um samba em um churrasco. Até que surgiu o pedido de um amigo para tocar Raul Seixas e rock”, conta Hugo. Como os instrumentos eram de samba, o grupo adaptou as músicas nesse ritmo. Foi aí que Nirvana, U2 e Beatles entraram para o repertório Sambô, que coloca qualquer música na roda de samba. “Difícil escolher as favoritas, mas Sunday Bloody Sunday, do U2 e This Love, do Maroon 5, foram músicas que marcaram a trajetória do Sambô”, relembra o vocalista Hugo.

A junção despretensiosa entre o samba e outro gênero musical, que começou com o rock e se expandiu para o rap, pop, mbp, funk, entre outros, conquistou fãs de diversas tribos e hoje é vista, por muitos, como um estilo.

Mas, o que o rock tem em comum com o samba? “A festa! A gente sempre busca a alegria da estética, a mensagem das coisas que a gente interpreta ou que a gente compõe”, completa Hugo. E foi assim que o Sambô se tornou uma grande estação artística que reúne tribos. “Depois de um show em Santa Catarina, estávamos no camarim e chegaram dois headbangers, de cabelo comprido, roupa toda preta. Eles ficaram na fila para tirar foto com o Fejuca, que é o cara do cavaco, do samba”, conta.

E nesse cenário de mix de gêneros musicais e, consequentemente, de diversos clãs, a chegada da internet entra para somar. O grupo passou a compartilhar as versões em plataformas como o Spotify e os números de visualizações cresceram consideravelmente. “Não Deixe o Samba Morrer já ultrapassou 1 milhão e meio de streams”, conta Hugo.

E não para por aí. O Sambô, que sempre trabalhou com o autoral em proporção menor em relação às interpretações, abre as portas para participações especiais e criações. “A gente teve a felicidade de gravar primeiro a ‘Give Me Love’ com o Nego Joe, o Gama conheceu ele no sul e ele topou na hora em participar. E o ‘Tão Natural’ com o Ivo Mozart, também nasceu dentro no Sambô. O Gama e o Ivo compuseram a música juntos”, finaliza Hugo.

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