Mesmo diante de incertezas da economia nacional, 52% dos brasileiros têm como prioridade a aquisição de um imóvel, enquanto que para 28% é a segunda maior prioridade. Os números são de uma pesquisa realizada pela MindMiners, especializada em pesquisas digitais, junto a mil pessoas. E para quem pensa dessa forma, a melhor hora de adquirir um imóvel é justamente agora, principalmente usados.

“Muitos proprietários que tinham um segundo imóvel como renda, estão colocando esta casa ou apartamento à venda para deixar de ter uma despesa a mais com condomínio, IPTU e outros custos”, explica o Conselheiro Regional em Campinas do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), Douglas Vargas. “Há uma maior oferta atualmente e com isso os preços dos usados ficaram estagnados e o interessado até conseguem um bom desconto ao negocias”.

O raciocínio do especialista é corroborado pelo Índice FipeZap. O preço do metro quadrado de um imóvel residencial usado em Campinas ficou em R$ 5.394 no mês de abril. O valor do m2 na cidade – o 18º da lista – está bem distante da média nacional, que foi de 7.187 no mês passado para negociações de casas e apartamentos.

Compra de imóveis

O estudo também apurou que em abril os preços de imóveis residenciais anunciados para venda tiveram uma ligeira alta de 0,09%, abaixo de 0,30% de março. O preço do m2 dos imóveis residenciais teve uma alta acumulada de 0,63% nos quatro primeiros meses de 2019. Já no acumulado dos últimos doze meses o valor do m2 em Campinas ficou estável, com variação de 0%.

Outro fator importante é o volume de crédito e a liberação mais rápida por parte das instituições financeiras. “Os bancos têm credito disponível, com boas taxas, sem falar que uma aprovação hoje está levando, em média, dois meses, contra quase um ano no ano passado”, completa.

Momento de readequação

Segundo Douglas Vargas, além de uma maior oferta de imóveis colocados para vendas, o mercado de Campinas vive um momento de readequação de preços “Há um aumento das vendas ao longo dos últimos quatro meses, em torno de 12%. Porém, o mercado regional não acompanhou a lei de oferta e procura, com reajuste dos valores pedidos na hora da negociação. Isso porque o mercado passa por uma readequação de preços, impedindo o aumento dos preços por parte de quem deseja vender uma casa ou apartamento”, explica.

“Outro fator que contribui para esta estabilidade é que por conta dos altos preços da taxa condominial e do IPTU, os proprietários que antes tinham um segundo imóvel como fonte de renda está preferindo vender a ficar meses com ele fechado e arcando com os custos”, explica Vargas.

Para ele, esta estabilidade deve permanecer até que as reformas da Previdência e Econômica sejam definidas. “Se elas realmente forem aprovadas, a expectativa do mercado é de que os preços dos imóveis voltem a aumentar em Campinas a médio e longo prazo”.

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