Do grego “astro”, que significa estrelas e “logos”, palavra, a Astrologia nada mais é do que a mensagem dos astros aos humanos, que se baseia na posição dos corpos celestes na hora do nascimento. Esses dados são aqueles que serão analisados pela Astrologia para compreender exatamente o alinhamento dos astros no momento em que a pessoa chegou ao mundo, conhecido como mapa astral.

Como bem disse o psicólogo e historiador Jeffrey Armstrong, guru astrológico de empresas do Vale do Silício, o mapa astral “descreve com que embalagem – quais são as fraquezas e quais são os pontos fortes – alguém vai atravessar sua trajetória”.

E hoje, mesmo quem não acredita, ao menos já ouviu falar sobre os signos e seus ascendentes. O fato é que a Astrologia é mais antiga do que se imagina e já teve forte influência na vida de povos antigos. A redação da Campinas Cafe conversou com a astróloga, numeróloga e professora da PUC-SP e UniSantana, Vanessa Alvaiz, formada em Astrologia Cármica desde 2001, para saber mais sobre o assunto. Para ela, a astrologia é ao mesmo tempo uma ciência e uma arte. “A mecânica de sua ciência, assim como as técnicas de sua arte, deve ser compreendida se você pretende se habilitar a entender e interpretar a influência dos corpos celestes sobre você mesmo e sobre a humanidade”, afirma. Acompanhe!

Origem

O céu, que desde os primórdios é observado pelo homem e usado como ferramenta de previsão de plantio, colheita e fenômenos naturais, também é objeto de estudo da Astrologia. “Os primeiros registros da Astrologia estão supostamente na Suméria, por volta de 4.000 anos a.C. Entretanto, desde 15.000 a.C, o homem mesolítico já observava o Sol e a Lua. Pela primeira vez em 1493, a Astrologia foi projetada à condição de influência de destaque na vida de todos os homens, em que se davam conselhos em questões de saúde, amor e futuro”, conta Vanessa.

Ciência x Misticismo 

Entre polêmicas e questionamentos, a Astrologia se expandiu e chegou a conquistar espaço também na Academia. “Coube a Santo Alberto Magno, entre 1200 e 1280, separar a astrologia das suas associações pagas. Ele foi o primeiro a perceber o valor teológico da ciência e da filosofia árabes e gregas e tornou o conhecimento acessível à civilização ocidental, concluindo que os astros podiam influenciar o corpo e a vontade humana”, conta a astróloga. Posteriormente, a astrologia passou a ser aceita como assunto digno de estudo intelectual e complementar à doutrina cristã. “A respeitabilidade acadêmica de que astrologia passou a gozar refletiu-se nas grandes e novas universidades europeias. A Universidade de Bolonha, onde estudaram Dante e Petraca, tinha uma cadeira de astrologia desde 1125 e habilitar-se em astrologia era um desafio quase tão grande quanto habilitar-se em qualquer outro ramo do saber”, reforça Vanessa. Até metade do século XIX a Astrologia sofre um prolongado declínio e hoje volta a ser assunto recorrente na vida de muitas pessoas.

2021 sob o olhar da Astrologia

Vanessa explica que o regente de 2021 é Vênus, o planeta do amor, da beleza, das artes, das habilidades, dos recursos e do dinheiro. “Vênus simboliza as qualidades da autoestima e do amor-próprio absolutos, entregando-se alegremente aos outros, mas não dependendo deles para conhecer seu valor”, explica a astróloga. Nesse sentido, ela deixa as reflexões: “o que mais você valoriza?”. “Qual é a sua essência?”. “Para 2021, Vênus mostrará que o amor não é uma mera emoção, é uma energia que podemos emitir ou captar, uma energia que pode ser um agente de transformação para nós mesmos e para os outros. O poder do amor é alquímico e pode curá-lo quando alguém faz com que a luz dourada do amor ilumine você”, complementa.

Vanessa salienta a importância desse alinhamento e todas essas reflexões nesse momento de pandemia, em que alguns valores têm sido colocados à tona, como a empatia e a resiliência. “Para desenvolver a empatia, precisamos primeiro praticar o amor-próprio. Se eu não me amo, não me respeito e não me valorizo, dificilmente vou conseguir olhar para o outro e sentir suas dores. O que 2020 derrubou, 2021 vamos construir com nova base: do amor, da essência. Se não fizer mais sentido, não se sustentará”.

O que vem pela frente

Sendo 2021 um ano de reconstruções, Vanesa é otimista quanto à 2022, que será regido por Mercúrio. “Mercúrio (ou Hermes, como é conhecido na mitologia grega), é o mensageiro entre os deuses e os homens. Em algumas imagens, ele aparece fazendo o sinal de silêncio com uma mão, enquanto segura um candelabro com a outra. Isso significa que para a consciência se iluminar é preciso silenciar”, conta.

Um ano de reflexões, 2022 também irá inspirar a pensar na importância da complementaridade, da sociabilidade e das conexões.

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