Ícone de nuvem C Campinas Ícone de calendário Ícone de hora

2021 sob o olhar da Astrologia

Redação Graciolijunho 9, 2021

Do grego “astro”, que significa estrelas e “logos”, palavra, a Astrologia nada mais é do que a mensagem dos astros aos humanos, que se baseia na posição dos corpos celestes na hora do nascimento. Esses dados são aqueles que serão analisados pela Astrologia para compreender exatamente o alinhamento dos astros no momento em que a pessoa chegou ao mundo, conhecido como mapa astral.

Como bem disse o psicólogo e historiador Jeffrey Armstrong, guru astrológico de empresas do Vale do Silício, o mapa astral “descreve com que embalagem – quais são as fraquezas e quais são os pontos fortes – alguém vai atravessar sua trajetória”.

E hoje, mesmo quem não acredita, ao menos já ouviu falar sobre os signos e seus ascendentes. O fato é que a Astrologia é mais antiga do que se imagina e já teve forte influência na vida de povos antigos. A redação da Campinas Cafe conversou com a astróloga, numeróloga e professora da PUC-SP e UniSantana, Vanessa Alvaiz, formada em Astrologia Cármica desde 2001, para saber mais sobre o assunto. Para ela, a astrologia é ao mesmo tempo uma ciência e uma arte. “A mecânica de sua ciência, assim como as técnicas de sua arte, deve ser compreendida se você pretende se habilitar a entender e interpretar a influência dos corpos celestes sobre você mesmo e sobre a humanidade”, afirma. Acompanhe!

Origem

O céu, que desde os primórdios é observado pelo homem e usado como ferramenta de previsão de plantio, colheita e fenômenos naturais, também é objeto de estudo da Astrologia. “Os primeiros registros da Astrologia estão supostamente na Suméria, por volta de 4.000 anos a.C. Entretanto, desde 15.000 a.C, o homem mesolítico já observava o Sol e a Lua. Pela primeira vez em 1493, a Astrologia foi projetada à condição de influência de destaque na vida de todos os homens, em que se davam conselhos em questões de saúde, amor e futuro”, conta Vanessa.

Ciência x Misticismo 

Entre polêmicas e questionamentos, a Astrologia se expandiu e chegou a conquistar espaço também na Academia. “Coube a Santo Alberto Magno, entre 1200 e 1280, separar a astrologia das suas associações pagas. Ele foi o primeiro a perceber o valor teológico da ciência e da filosofia árabes e gregas e tornou o conhecimento acessível à civilização ocidental, concluindo que os astros podiam influenciar o corpo e a vontade humana”, conta a astróloga. Posteriormente, a astrologia passou a ser aceita como assunto digno de estudo intelectual e complementar à doutrina cristã. “A respeitabilidade acadêmica de que astrologia passou a gozar refletiu-se nas grandes e novas universidades europeias. A Universidade de Bolonha, onde estudaram Dante e Petraca, tinha uma cadeira de astrologia desde 1125 e habilitar-se em astrologia era um desafio quase tão grande quanto habilitar-se em qualquer outro ramo do saber”, reforça Vanessa. Até metade do século XIX a Astrologia sofre um prolongado declínio e hoje volta a ser assunto recorrente na vida de muitas pessoas.

2021 sob o olhar da Astrologia

Vanessa explica que o regente de 2021 é Vênus, o planeta do amor, da beleza, das artes, das habilidades, dos recursos e do dinheiro. “Vênus simboliza as qualidades da autoestima e do amor-próprio absolutos, entregando-se alegremente aos outros, mas não dependendo deles para conhecer seu valor”, explica a astróloga. Nesse sentido, ela deixa as reflexões: “o que mais você valoriza?”. “Qual é a sua essência?”. “Para 2021, Vênus mostrará que o amor não é uma mera emoção, é uma energia que podemos emitir ou captar, uma energia que pode ser um agente de transformação para nós mesmos e para os outros. O poder do amor é alquímico e pode curá-lo quando alguém faz com que a luz dourada do amor ilumine você”, complementa.

Vanessa salienta a importância desse alinhamento e todas essas reflexões nesse momento de pandemia, em que alguns valores têm sido colocados à tona, como a empatia e a resiliência. “Para desenvolver a empatia, precisamos primeiro praticar o amor-próprio. Se eu não me amo, não me respeito e não me valorizo, dificilmente vou conseguir olhar para o outro e sentir suas dores. O que 2020 derrubou, 2021 vamos construir com nova base: do amor, da essência. Se não fizer mais sentido, não se sustentará”.

O que vem pela frente

Sendo 2021 um ano de reconstruções, Vanesa é otimista quanto à 2022, que será regido por Mercúrio. “Mercúrio (ou Hermes, como é conhecido na mitologia grega), é o mensageiro entre os deuses e os homens. Em algumas imagens, ele aparece fazendo o sinal de silêncio com uma mão, enquanto segura um candelabro com a outra. Isso significa que para a consciência se iluminar é preciso silenciar”, conta.

Um ano de reflexões, 2022 também irá inspirar a pensar na importância da complementaridade, da sociabilidade e das conexões.

Indaiatuba conquista Outback e reforça sua vocação para experiências de alto nível

Motoristas de app: autonomia ou precarização? Debate explode no Brasil com 1,7 milhão sem vínculo formal

Thássia Naves participa de première exclusiva de ‘Diabo Veste Prada 2’ em São Paulo

Espetáculo do universo de Oppenheimer chega a Campinas

Artigos relacionados