Vestibular da Unicamp rompe barreiras e atravessa o Rio Negro

O vestibular da Unicamp rompe barreiras e atravessa o Rio Negro para a aplicação do primeiro Vestibular Indígena da Universidade. A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), embarcou nesta terça-feira, 27, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

As provas serão aplicadas no dia 2 de dezembro, domingo, para os candidatos da tribo de São Gabriel da Cachoeira (AM), localizado em meio da Floresta Amazônica, no extremo Norte do Estado, considerada a região mais indígena do Brasil.

Segundo o coordenador da Comvest, o objetivo da aplicação das provas na Região é romper as distâncias sociais que impedem ampliar a visão de mundo das pessoas e quebrar tabus impostos pela sociedade. O número médio de indígenas que entram na Universidade, é de 7, de um total de 3 mil ofertas.

A Unicamp viaja 3,5 mil quilômetros para o processo seletivo inédito. E ao todo, 610 indígenas se inscreveram para o vestibular, sendo que 350 farão a prova em São Gabriel da Cachoeira. Além do município amazonense, as provas serão aplicadas em Campinas (SP), Manaus (AM), Recife (PB) e Dourados (MS).

Sobre São Gabriel da Cachoeira

Localizado na fronteira com a Colômbia e Venezuela, o município possui 44,8 mil habitantes e 23 povos indígenas. São Gabriel fica a 850 km de Manaus, capital do Amazonas, sendo possível chegar até lá apenas de transporte hidroviário ou aéreo.

Apesar o acesso restrito, o município possui o maior nível de escolaridade entre as tribos indígenas, segundo a professora e pesquisadora do Alto Rio Negro da Universidade Federal do Amazonas, Ivani Ferreira de Faria. Este pode ser considerado o motivo do maior número de inscritos para o vestibular ser de São Gabriel da Cachoeira.

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