@profrodrigodomingues

Por: Prof. Ms. Rodrigo Domingues

Começar uma atividade física, depois de muito tempo de sedentarismo, é sempre desafiador. Quebrar a rotina, por diversos motivos é tarefa que requer dedicação, a iniciar pelas obrigações do cotidiano. Todavia, como costumo dizer, ou achamos tempo hoje para uma bicicleta ou acharemos amanhã para uma consulta médica. Ou seja, temos que sair da zona de conforto e buscar alternativas a uma vida mais saudável antes que sejamos obrigados a remediar a situação, o que é sempre mais dolorido.

Para tanto, vale considerar o óbvio: para nosso organismo, não muda nada começar numa 2ª-feira, num início de mês ou na virada de ano. Simplesmente comece… O “quando” é hoje, é agora, sem desculpas.

Entretanto, outras considerações valem a pena. Trata-se de “como começar”. O que fazer? Aonde ir? Qual frequência e intensidade? Estas perguntas devem ser feitas sim e requer profissionalismo para respondê-las a fim de evitarmos outros problemas. Trocar um quadro de obesidade por lesões na coluna não é o ideal, certo? Para isso, uma regra de ouro deve ser ressaltada: no começo, sempre devemos priorizar o volume (frequência e duração) em relação à intensidade (carga na musculação ou velocidade na corrida, por exemplo). Isso porque devemos dar uma base ao nosso organismo e, mantendo uma boa frequência (de três a cinco vezes por semana), essa base se faz, em média, após três meses. Se você tiver paciência neste período, os riscos de lesões posteriores serão muito menores. A questão é que existem outras estruturas além dos músculos para serem fortalecidas. O sistema muscular se adapta com facilidade, todavia, tendões, ligamentos e ossos requerem mais tempo. E são eles que nos fazem tomar anti-inflamatórios quando treinamos errado. Em musculação, por exemplo, os ombros têm o maior índice de lesão e muito se deve a isso, a esta base mal feita no começo do treino.

sedentarismo

Os detalhes também merecem atenção. Um deles são os tênis. Calçados inadequados não ajudam, pois numa simples caminhada os impactos de cada passada podem agravar dores de joelho e coluna. Água é outro ponto, devendo ser ingerida em pequenos goles e com regularidade. Os alongamentos, antes considerados vitais, hoje não têm tanta relevância. Vale mais a pena começar com movimentos leves e lentos e aumentar gradativamente.

O mantra das atividades físicas “no pain, no gain”, isto é, “sem dor, sem ganho” requer muito bom senso. Aquele treino de alta intensidade que faz a musculatura doer jamais deve ser feito no primeiro trimestre e igualmente deve-se saber do histórico da pessoa. Algumas lesões prévias terão que ter sempre atenção. Desvios na coluna como a escoliose não serão curados e, por isso mesmo, sempre terão que ter especial atenção.

Aqui, neste texto, não iremos resolver todas as dúvidas, até porque cada ser humano tem sua particularidade e seus objetivos, fazendo de cada treino uma rotina à parte. No entanto, os cuidados aqui expostos devem ser considerados para que seu novo hábito de vida seja duradouro e lhe traga mais qualidade de vida. Boa sorte e até a próxima!!!

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