Os números de empregos no mês de abril, divulgados na sexta-feira pelo Caged (Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), mostram que a construção civil continua em ascensão na Região Metropolitana de Campinas (RMC). No mês passado, o setor gerou 890 vagas formais nos 20 municípios da RMC, sendo o quarto mês seguido no azul. Para termos de comparação, no mesmo mês do ano passado o saldo foi positivo em 305 contratações. No acumulado de janeiro a abril o saldo é de 1.373 vagas abertas.
Segundo os números do Caged, no mês passado o setor realizou 2.626 contratações formais, contra 1.736 desligamentos. Dos 20 municípios, onze tiveram saldo positivo. Paulínia (363), Indaiatuba (302), Campinas (79) e Sumaré (67) foram as cidades onde tiveram maior abertura de vagas. Americana, por sua vez, foi a cidade com maior perda de vagas (15).
No acumulado de 2019, a construção civil acumula 1.373 novas contratações de trabalhadores com carteira assinada. No período, as empresas apontaram 9.247 admissões, contra 7.874 desligamentos. Indaiatuba é a cidade com o maior número de empregos acumulados no ano (768), seguida por Campinas (385). Paulínia, que vem reagindo, ainda tem um saldo de 397 vagas eliminadas no ano.
Os dados de 2019, quando comparados aos do mesmo período do ano passado, reforçam os indicadores de recuperação do setor. No acumulado de janeiro a abril de 2018 haviam sido recuperados 376 postos de trabalho.

mercado de trabalho Campinas
Francisco de Oliveira Lima Filho, presidente da Habicamp

“Os números do Caged mostram uma recuperação gradual, mas consistente da construção na região”, aponta o presidente da Associação Regional da Construção de Campinas e Região (Habicamp), Francisco de Oliveira Lima Filho. “Já são quatro meses seguidos com as contratações superando as demissões e a expectativa é que isso continue nos próximos meses, com novas obras sendo iniciadas e lançamentos saindo do papel.”
O executivo da Habicamp acredita que o desempenho do setor pode ser ainda mais robusto com a reforma da Previdência sendo aprovada, e desde que os recurso do governo federal não sejam cortados, especialmente os destinados ao programa Minha Casa, Minha Vida. “O setor de baixa renda, onde está inserido o programa federal, é até o momento o principal responsável pelo crescimento das contratações em nossa região”, garante Lima Filho.
Outro indicativo de que o mercado regional se mantém em recuperação é a chegada de novas construtoras e incorporadas de outras cidades e até estados às cidades da região. “Se estas empresas estão chegando, é um sinal de que o setor imobiliário tem grande potencial de crescimento e que existe publico consumidor interessado em adquirir imóveis”, completa o presidente da Habicamp.

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